A palavra manipulação possui duas conotações distintas. Uma positiva, que
se refere à atividade de fazer e construir algo com as mãos, e uma negativa, que
significa truque e enganação. No fotojornalismo é prática antiética. Está
previsto no Artigo 12 do Código de Ética do Jornalistas Brasileiros: “rejeitar
alterações nas imagens captadas que deturpem a realidade,
sempre informando ao público o eventual uso de recursos de fotomontagem,
edição de imagem, reconstituição de áudio ou quaisquer outras manipulações”.
A busca pelo furo fotográfico, isto é, pelo flagra – captura de uma cena
inédita -, agregada à velocidade das informações e à disputa entre
fotojornalistas, gera uma grande pressão para o profissional. Isso impede uma
reflexão sobre a fotografia e limita o espaço de se pensar acerca da melhor
maneira de transmitir determinada mensagem.