10 de abr. de 2012

Manipulação no fotojornalismo: a criação do inexistente

Por Camila Curado

A palavra manipulação possui duas conotações distintas. Uma positiva, que se refere à atividade de fazer e construir algo com as mãos, e uma negativa, que significa truque e enganação. No fotojornalismo é prática antiética. Está previsto no Artigo 12 do Código de Ética do Jornalistas Brasileiros: “rejeitar alterações nas imagens captadas que deturpem a realidade, sempre informando ao público o eventual uso de recursos de fotomontagem, edição de imagem, reconstituição de áudio ou quaisquer outras manipulações”.

A busca pelo furo fotográfico, isto é, pelo flagra – captura de uma cena inédita -, agregada à velocidade das informações e à disputa entre fotojornalistas, gera uma grande pressão para o profissional. Isso impede uma reflexão sobre a fotografia e limita o espaço de se pensar acerca da melhor maneira de transmitir determinada mensagem.

5 de abr. de 2012

Pesquisa sobre o conteúdo da Bus Tv

Por Johnatan Reis

A cada coisa seu tempo e seu lugar. Ao menos assim era o pensamento da sociedade há algum tempo. Hoje, em contrapartida, ocorre o inverso. A cada coisa todos os lugares em todos os tempos. É a marca dos tempos atuais, conhecido como Pós- Modernidade ou Modernidade Líquida, como diz Bauman.

É nesse contexto que se insere a experiência de televisores nos transportes públicos do Distrito Federal. A chamada Bus Tv leva aos usuários desse transporte, nos horários improdutivos ou mortos, informações. Mas que conteúdo é esse, qual é a seleção desse material, qual é o tratamento recebido e como isso impacta o indivíduo. A receptividade quando em momentos de ócio é diferente. E por fim, qual é a relação do público com essa iniciativa, uma vez que não há para onde fugir, quando a informação está posta e o consumo é obrigatório.

3 de abr. de 2012

Manipulação no fotojornalismo

Por Camila Curado

A manipulação na fotografia não é uma novidade que nasceu com a tecnologia digital. Desde a fotografia analógica, o recurso de modificar uma foto retirando ou inserindo algum elemento da imagem é utilizado. O primeiro registro de montagem na fotografia é dado de 1840 e foi muito utilizado como parte da estética dos movimentos do construtivismo russo e do surrealismo. O advento da fotografia digital facilitou o uso dessa ferramenta, tornando-a cada vez mais sutil e comum.

Modificações nos elementos da fotografia podem fazer parte da estética. Contudo, em uma situação onde a informação é o que interessa, a montagem é motivo de muitos questionamentos. Talvez a alteração da cor do céu em uma cena de incêndio ou a retirada de papéis picados do rosto do presidente pareçam não alterar o conteúdo da imagem. Mas seriam modificações necessárias? No contexto em que a fotografia vincula uma notícia, uma manipulação no seu conteúdo, por menor que seja, trás alguma relevância? Até que ponto isso é prejudicial?

27 de mar. de 2012

O papel preventivo da imprensa

Por Luiz Martins da Silva

Atribui-se a editores ingleses a máxima “notícia é denúncia, o resto é secos e molhados”, lema por vezes convertido em “jornalismo é oposição, o resto é secos e molhados”. Numa democracia, porém, não faz sentido esperar que a imprensa faça oposição política e sim que seja o Quarto Poder na estruturação de uma sociedade democrática e plural.

Certa vez, ouvi de um dos editores do Washington Post: “Já dá muito trabalho fazer um jornalismo de qualidade. Imagine cuidar de políticas sociais”. Caberia ao jornalismo tão-somente o clássico papel de se ater aos fatos e nada mais além deles. E quando der opinião, deixar bastante claro para os leitores – e em local apropriado.

Seria demais, então, pedir do jornalismo um papel preventivo? Possivelmente, não. Afinal, jornalistas – sobretudo, os pauteiros --, são muito afeitos ao calendário e às agendas: Ano Novo, Carnaval, Semana Santa, Dias das Mães, Dias dos Namorados, Semana da Pátria, Dia da Criança, Finados, Natal e... roda tudo de novo, mas também problemas que são recorrentes, como: enchentes, secas, incêndios, acidentes, tragédias, epidemias, endemias, pandemias etc. Em Brasília, por exemplo, qualquer repórter de cidade poderia registrar na sua agenda, a partir de junho: ‘verificar que providências foram tomadas para que o Parque Nacional da Água Mineral não pegue fogo’, como, aliás, acontece todos os anos. O mesmo vale para o Jardim Botânico, toda seca lambido pelas chamas, de ponta a ponta.

23 de mar. de 2012

Recomeçando atividades

Por Camila Curado                                                                                                                                                                                                    
Caro internauta, é com satisfação que o SOS Interativo inicia as atividades do primeiro semestre de 2012. Semana passada, apresentamos o projeto, explicamos a função de cada eixo e demos boas vindas aos novos membros. Hoje, na segunda reunião do SOS Imprensa, tivemos a surpreendente visita de mais sete estudantes da Faculdade de Comunicação da UnB (FAC), interessados no projeto. O entusiasmo dos novos visitantes e, talvez, futuros participantes contribuiu para enriquecer os debates.

A partir desse semestre, o SOS Imprensa vai definir um tema por mês, que norteará as reuniões. Nos próximos encontros, iremos discutir sobre "Ética e imagem". Hoje, tivemos alguns vídeos de comerciais para assistir e debater sobre conteúdo. O primeiro analisado foi o polêmico comercial da União Europeia, lançado nesse mês: