26 de mai. de 2014

De volta à ativa

Por Brunna Ribeiro e Gabriel Shinohara

Sim, agora é pra valer! Após período sem atividades, o projeto de extensão mais antigo da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília volta renovado. Com novos membros, os objetivos do SOS Imprensa foram reformulados, o que resultou na criação de alguns subprojetos e na retomada de outros.  
Com reuniões semanais, todas as sextas-feiras, ao meio dia, na sala de extensão da FAC, o SOS Imprensa se reúne para debater estudos e casos da mídia, que ocorreram durante a semana. As discussões têm como finalidade criticar a mídia em geral, mas especialmente a forma como as notícias são veiculadas, a partir de critérios éticos; valendo-se de que o poder midiático não deve ser usado para caluniar ou manipular ninguém. Com isso, o blog também foi reativado para as postagens de textos sobre nossos debates ou algo que inquiete algum integrante do projeto. O jornal impresso também será reavivado, e promete várias novidades, sendo quinzenal.
O contato com a comunidade acontecerá com dois subprojetos: o “Escola na universidade” que vai promover oficinas e palestras sobre Comunicação Social para alunos de ensino médio, visando o esclarecimento dos alunos de segundo grau acerca das habilitações oferecidos pela FAC; o segundo acontece na Horta Comunitária da região administrativa de Itapoã, em que jovens de 10 a 15 anos vão produzir debates sobre mídia e conteúdos em várias plataformas.

A vontade de colocar o projeto em ação com força total faz com que os membros não consigam abraçar o mundo com as próprias pernas. Por isso, iniciativas estão sendo maturadas e parcerias sendo firmadas para que em processo colaborativo o SOS Imprensa possa alcançar o maior número de pessoas. Fiquem atentos, porque o SOS Imprensa voltou!


1 de dez. de 2012

Programas populares e a reduçao da maioridade penal



A redução da maioridade penal é amplamente discutida quando ocorrem crimes de repercussão nacional. Contudo, programas populares, que destacam a violência dentre os conteúdos veiculados, promovem continuamente uma campanha sutil a favor da redução da maioridade penal.

No Brasil, a rede de televisão Record possui em sua grade programas regionais populares que seguem padrão do Balanço Geral, que vai ao ar em vários estados no horário do almoço e tem grande audiência entre as classes C e D. O destaque para a criminalidade é ressaltada pela linguagem baixa e agressiva. O resultado é a exposição de jovens e adultos e a degradação da dignidade humana em prol de audiência.

23 de set. de 2012

Impressões sobre a primeira reunião do ciclo de debates "Observatórios de Mídia"

por Matheus Sette


O SOS Imprensa retomou suas atividades abertas na última sexta-feira (21). Após longo período de reestruturação, o retorno das discussões abertas trouxe novidade recente: a divisão dos assuntos debatidos em eixos mensais. O tema trazido pela dupla encarregada no mês atual é uma reflexão, urgente, sobre a atuação do projeto como observatório de mídia.

O texto em pauta, Crítica da mídia: da resistência civil ao desenvolvimento humano, de Luiz Gonzaga Motta, baseou o debate sobre o surgimento dos observatórios de mídia no Brasil e sua ascensão como expressão de cidadania e exercício democrático. O artigo também trata da importância da crítica da mídia como resistência aos abusos do centralismo da indústria cultural e informativa.

19 de set. de 2012


SOS Imprensa após reestruturação – dinâmica e expectativas 

por Laís Lara e Johnatan Reis 


Durante três meses o SOS se preparou para a volta às aulas a fim de reiniciar as atividades com um planejamento definido. E retomamos nossas reuniões com uma novidade: os ciclos. O primeiro terá início na próxima sexta, 21 de setembro. Pretendemos fomentar discussões temáticas estendidas por mais de um encontro. Com essa dinâmica, desenvolveremos não apenas um canal de trocas de ideias, mas uma oportunidade de construção de conhecimento em conjunto. 
foto: divulgação

Abertos ao público, cada ciclo se compõe por três encontros, todos nas sextas-feiras, às 12h, na sala 2 da FAC. Com a presença de convidados e parcerias de outros projetos, cada ciclo somente alcançará o objetivo planejado caso os presentes na sala se sintam à vontade para participar dos debates, das dinâmicas e das atividades propostas. 

O primeiro tema de discussão é uma metáfora ao próprio trabalho desenvolvido pelo SOS: Observatórios de Mídia. Na próxima sexta, pretende-se conhecer o que e quais são as atividades dos grupos que desenvolvem esse trabalho, além de iniciar um debate sobre a atuação e as consequências dessa iniciativa na sociedade, sempre sob a ótica da ética na comunicação. 

Vale lembrar: a presença ou falta em um dos dias não obriga (e tampouco proíbe) a participação em outra sexta. Afinal, quem visita um dos encontros semanais do SOS o faz não por obrigação, mas por apreço a momentos que unem o conhecimento acadêmico ao cotidiano, em outras palavras, a momentos de extensão universitária.

20 de jun. de 2012

Experiência em produção audiovisual, mídia e educação na FAC/UnB: jornalismo e formação multidisciplina

Por Alzimar Ramalho

Trazemos para o Blog SOS Interativo, um relato de experiência muito produtiva e que aponta horizontes promissores. Como parte do estágio de pós-doutoramento, no segundo semestre letivo de 2011 assumi a turma B da disciplina “Introdução ao Jornalismo” na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, sob a supervisão da professora doutora Dione Moura. Pelo fato de ser uma cadeira que dispensa pré-requisito, além dos estudantes regularmente matriculados no curso de Jornalismo, que compõem a Turma A, recebemos estudantes de outros cursos, em atendimento ao regime didático-científico da instituição que, em seu artigo 89, determina que “o aluno de curso regular de graduação compõe o seu programa de estudos com disciplinas do Módulo Integrante e do Módulo Livre”, e o parágrafo 3º define: “As disciplinas do Módulo Livre são de livre escolha do aluno entre as disciplinas oferecidas pela Universidade e correspondem a 24 (vinte e quatro) créditos, pelo menos, para os cursos regulares de duração plena.” No presente artigo, pretendemos destacar também a inclusão da interface mídia-educação (BELLONI, 2005) no processo de ensino-aprendizagem, em diálogo com outras experiências que aliam mídia, educação e cidadania no contexto da Faculdade de Comunicação da UnB (MOURA et. alli.,2011).

Dos 31 alunos matriculados na Turma B (60 horas) apenas dois estavam matriculados em Jornalismo. Das outras áreas de Comunicação, eram dois de Publicidade e Propaganda, um de Audiovisual, cinco de Comunicação Organizacional e os demais oriundos dos cursos de Odontologia, Psicologia, Ciências Contábeis, Biblioteconomia, Filosofia, Letras, História, Pedagogia, Nutrição e Ciências da Computação.

Tal diversidade provocou o primeiro questionamento: por que escolheram o jornalismo, dentre os demais cursos oferecidos na UnB, para o cumprimento de créditos do módulo livre? As respostas surgiram já no primeiro contato, no momento das apresentações, e foram as mais variadas e inusitadas, como: 1) interesse por games e cultura pop, 2) escolha do jornalismo como primeira opção (sem ter alcançado índice no vestibular), 3) interesse pelas técnicas profissionais, a proximidade física da FAC com o local das duas aulas posteriores, 4) convite do colega que não queria frequentar sozinho, 5) falta de alternativa em outras cadeiras em função do horário disponível no curso de origem, 6) opção pelas disciplinas introdutórias no cumprimento dos créditos de módulo livre, 6) estar cursando jornalismo em outra instituição privada, 7) experiência anterior em rádio e construção de site e 8) interesse por fotografia.