13 de fev. de 2012

Caso Eloá: a parcela de responsabilidade da mídia


Por Ramilla Rodrigues

Foto: Danilo Verpa/Folhapress
Entre os dias 13 e 17 de outubro de 2008, o Brasil parou em frente à TV para acompanhar o caso de cárcere privado mais longo da história de São Paulo. Eloá Cristina Pimentel, então com 15 anos, foi mantida por cerca de cem horas sob o domínio do ex-namorado, Lindemberg Alves, de 22 anos. Três amigos também foram mantidos sob o cárcere.

Durante esses dias, o que houve foi ampla espetacularização do caso. A mídia, que cobria noite e dia as negociações, transformavam as tardes brasileiras num espetáculo da vida real. Qual seria o episódio do dia?
Em uma negociação classificada por especialistas em segurança como desastrosa, uma das principais estratégias a serem utilizadas pela defesa de Lindemberg será o de atribuir uma parcela de culpa à polícia e à imprensa. A primeira por não ter conduzido as negociações de forma que Eloá não sofresse riscos e por permitir que uma das vítimas, já liberada, voltasse ao cativeiro. Já a imprensa por ter atrapalhado a negociação.

25 de jan. de 2012

Seja a garota Cinderela. Seja feliz para sempre!, uma realização Revistas Teen

por Laís Lara
“Era uma vez uma menina muito sofrida, vestia trapos e chorava pelos cantos (...) quando um belo dia (...) apareceu a fada madrinha que a (...) transformou em uma princesa.  (...) Ao lado do lindo príncipe, Cinderela viveu feliz para sempre”. (trechos do conto A Gata Borralheira/ Cinderela, versão popular)
Imagem: Divulgação/Disney
Diversas meninas crescem escutando estórias de princesas e, de forma inconsciente, internalizam como sinônimo de felicidade o primeiro beijo de amor. Pouco antes de entrarem na adolescência, já não querem escutar os contos de fadas, mas não percebem que continuam a apreciá-los, porém em outra versão – a das revistas teen.  

Se em algumas publicidades há o apelo à sexualidade e ao retrato do feminino ideal, as revistas teen percorrem um caminho semelhante, afinal, são, provavelmente, uma preparação para o contato com as publicidades “de adulto”. É fato: nenhum meio de comunicação precisa impor os ideais feministas ou fazer deles a política editorial da publicação; contudo, não é necessário diminuir a capacidade feminina por submetê-la a um relacionamento amoroso. Há duas verdades que a mídia, em diversos momentos, não consegue unir: a mulher pode ser feliz COM ou SEM um companheiro.

23 de jan. de 2012

A Internet contra-ataca

Por Ramilla Rodrigues

Imagem: Google
No dia 18 de janeiro, quem tentou acessar a Wikipedia, famosa enciclopédia virtual que funciona a partir da colaboração dos internautas, deparou-se com o bloqueio da página (ver imagem abaixo). Igualmente, a página principal do Google nos Estados Unidos apresentava uma tarja preta. Tudo isso foi uma forma de protesto, conhecido como blackout, contra os polêmicos projetos de lei Stop Online Piracy Act e Protect Intelectual Property Act, conhecidos respectivamente como SOPA e PIPA.

Os objetivos do SOPA e do PIPA dizem respeito à propriedade intelectual, de forma a penalizar sites por materiais postados pelos usuários. Assim, sites de busca, como Google, Bing e Yahoo podem ser responsabilizados caso mostrem como resultados de pesquisa conteúdo sem obtenção legal dos direitos autorais. As penas podem ser desde o bloqueio do site até a prisão dos proprietários por cinco anos. 

17 de jan. de 2012

Big Brother e Redes Sociais: "o amor é lindo"


Por Davi de Castro

BBB prova o gosto amargo das mídias sociais
Não tem como fugir: estamos na era das mídias sociais. E estas têm consolidado de vez seu poderio. O mais recente embate comprovou isto. O Twitter, seus usuários e toda a repercussão que a rede proporciona mostrou para a colossal Rede Globo que, definitivamente, saímos da idade das trevas e da ignorância, na qual manipular, omitir e distorcer fatos era simples e fácil. Distante estão as décadas de 1960/70/80/90, em que a querida emissora reinava absoluta. Hoje, juntos, em um espaço democrático, as pessoas se mobilizam, discutem, manifestam, se informam, compartilham conhecimento, abrem os olhos – ou se alienam mais ainda, há quem possa argumentar. Fato é que a palavra final não é mais cativa à maior emissora do Brasil.

Acompanhando ou não o reality show mais falado (e odiado) do país, o Big Brother Brasil (BBB), uma notícia certamente deve ter chegado ao conhecimento de muitos: o suposto estupro ocorrido no programa no último domingo (15). As primeiras denúncias partiram do Twitter. Os fãs que acompanhavam o programa ao vivo pelo Pay Per View, no domingo de madrugada, ficaram perplexos ao ver cenas “quentes” protagonizadas pelos participantes Daniel e Monique. Isso porque enquanto Daniel se movimentava embaixo do edredom, a moça permanecia estática, dando a entender que não participava conscientemente do ato sexual. Não demorou para o fato pipocar na rede social, levantando debates acalorados de usuários denunciando um possível estupro e divulgando o vídeo de toda a cena. Logo a emissora solicitou a retirada dos vídeos no Youtube, mas de nada adiantou. Bloqueavam um, outros três vídeos eram postados – uma vez na rede, já era. Durante todo o dia, a hashtag #DanielExpulso encabeçou o ranking dos assuntos mais comentados no Twitter, os internautas exigiam uma atitude da produção.

11 de jan. de 2012

Big Brother no ar e dinheiro no bolso


Por Ingridy Peixoto

Imagem: Divulgação/Tv Globo

Parece não ter mais volta. Espia lá e comenta aqui. Sim! Aqui na web. A estreia do principal reality show da maior emissora brasileira dá o que falar na Internet. As redes sociais concentram comentários sobre participantes, figurinos, acontecimentos e tudo o que envolve o programa.

Mas também há quem “xingue muito no Twitter” os que ousam falar sobre o Big Brother Brasil (BBB). Não faltam pessoas que critiquem o programa. É só colocar as três letrinhas na busca do microblog para que apareçam mensagens de fãs e dos detratores.

Às vezes parece até estar bem resolvido entre a classe média brasileira que o programa não é um dos que agrega muito à cultura de quem o assiste, especialmente quando até o pai do diretor dá isso a entender em rede nacional, em frente ao apresentador do reality, e no lugar de constrangimento são ouvidos aplausos e risadas (vide aqui).

Se é assim tão ruim como o BBB está na sua 12ª edição? O programa tão mal falado é um dos que mais fatura na televisão brasileira. A edição do ano passado chegou a esgotar as cotas de merchandising e faturou cerca de R$ 400 milhões, de acordo com o portal R7. Mensagens de texto, telefonemas, produtos da marca BBB e, principalmente, publicidade de patrocinadores... a Rede Globo consegue arrecadar o valor do prêmio do último “guerreiro” num piscar de olhos.