5 de jun de 2005

Casos Relatados

Atentado de Madri – 11/03/2004

O governo espanhol foi acusado de manipulação de informações sobre a autoria do atentado a um trem em Madri, em 11 de março de 2004. Na época, a Espanha tinha como premiê o conservador José Maria Aznar e estava às vésperas de uma eleição. O jornal espanhol El País é um dos principais acusadores, e diz que o governo continuou acusando o grupo separatista ETA, apesar de já ter fortes indícios de que os autores dos atentados eram árabes.
Além do governo, a agência de notícias EFE também foi acusada de manipulação das informações sobre os atentados, para favorecer o Partido Popular nas eleições que ocorreram logo em seguida.
Aznar acabou sendo derrotado nas eleições e o Comitê de Funcionários da EFE pediu a demissão do seu diretor de informação, Miguel Platón. Já a troca de acusações entre Aznar e o El País se restringiu a cartas e editoriais publicados no jornal.


Ricardo Boechat

A revista Veja noticiou, em outubro de 2001, gravações que revelavam os bastidores da disputa entre a canadense TWI e Daniel Dantas, do Banco Opportunity, pelo controle das empresas Telemig Celular e Tele Norte Celular. Uma das gravações trazia uma conversa entre o jornalista Ricardo Boechat e Paulo Marinho, assessor do principal acionista do Jornal do Brasil.
Alegando quebra de confiança, o jornal O Globo demitiu Boechat. Em conseqüência, ele foi afastado também do Bom Dia Brasil, da Rede Globo. A decisão pela demissão foi unânime, na Globo. A principal justificativa do grupo é que Boechat não poderia ter lido para outra pessoa a matéria que seria publicada no dia seguinte.
O questionamento que fica, mais uma vez é até onde um jornalista pode ir para garantir uma matéria. Esse tipo de questão acaba se colocando com muito mais força quando falamos de jornalismo investigativo, como foi o caso. Ricardo Boechat, a despeito de admitir poder ter errado, defende-se alegando que não há nada que esconda que sua matéria estava correta.


Stédile

O líder do Movimento dos Sem-Terra (MST) fez declarações incitando os pobres a ocupar terrenos baldios e fazer protestos diante de fábricas e supermercados. Na ocasião, ele estava sendo entrevistado na sede do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico.
Por causa dessas declarações, a promotora Dora Beatriz denunciou Stédile por crime contra a Lei de Imprensa. Esclarecimentos sobre a entrevistas foram enviados somente um dia depois do fim do prazo de cinco dias dado pela promotora. Na nota, Stédile nega a intenção de cometer um crime.
A denúncia foi feita por infração do artigo 19 da Lei de Imprensa, ao incitar, pelos meios de comunicação, a prática de violação de leis penais. A promotora entendeu que o líder do MST incentivou a invasão de domicílio, o esbulho possessório e a perturbação do trabalho.

Ranking das escolas

A revista Veja São Paulo de 03/10/2001 trouxe como matéria de capa um ranking com as 50 melhores instituições de ensino da cidade. De acordo com a revista, tal ranking foi elaborado tendo como base 30 dentre 90 perguntas respondidas por diretores de 324 escolas particulares, em uma pesquisa realizada na capital paulista.
A iniciativa provocou escolas e associações de pais e mestres paulistanos. O Colégio Etapa, por exemplo, manifestou-se em nota publicada no jornal Folha de São Paulo. O mesmo jornal publicou também, um informe publicitário assinado pelo presidente da Associação de Pais e Mestres do Colégio Agostiniano São José.

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