12 de abr de 2011

UnB: um longo caminho para a reconstrução

É indescritível o sentimento dos estudantes da UnB para com os acontecimentos de domingo passado. A forte chuva que caiu na Asa Norte na tarde do dia 10 além de derrubar árvores pelas quadras deixou a Universidade de Brasília embaixo d’água. Segundo a Defesa Civil a necessidade de expansão da rede pluvial do Distrito Federal é eminente. Um funcionário à reportagem do Correio Brasiliense citou como agravantes uma obra perto do local, que dificulta o escoamento da água e a grama, cortada recentemente que pode ter entupido canos.

As redes sociais tiveram papel fundamental na divulgação de notícias sobre os estragos na estrutura da universidade. A todo instante, vídeos e fotos do ocorrido eram postados pelos próprios estudantes via Facebook e Twitter – destacando o trabalho do Diretório Central dos Estudantes (DCE) que aproveitou para convocar a comunidade a participar do Conselho de Entidades de Base (CEB) que aconteceu ontem ao meio dia no Teatro de Arena. Esse teve como pauta discutir junto aos Centros Acadêmicos soluções viáveis para a reconstrução da UnB e convocá-los para o protesto que haverá na quarta-feira contra o corte de 10% na educação pelo governo.

A Defesa Civil interditou o Instituto Central de Ciências apenas para vistoria e retirada da água, que ainda se encontrava a um palmo na parte norte, e apesar das rachaduras e buracos feitos pela força da água o prédio não foi condenado. Informes dados pelo DCE lembraram que a maioria das atividades do TODO se mantém, sendo que algumas foram realocadas; e atividades da calourada como o café da manhã e as vivências (exceto a do HUB e de Planaltina) foram canceladas. Segundo Mel Gallo, estudante de comunicação e coordenadora geral do DCE, os pavilhões também estão fechados por determinação do reitor para averiguar toda a fiação elétrica.

Muitos alunos protestaram sobre o estado crítico que a UnB já se encontrava e se mostraram comovidos e dispostos a ajudar os centros acadêmicos que perderam parte de sua história. Apesar da empresa júnior de Administração ter perdido documentos importantes e do CA de Antropologia ter tido todas as suas teses destruídas, foi o representante do CA de Economia que mais emocionou, declarando que tudo que existia no centro acadêmico fora destruído. A UnBTV também teve grande parte de seus equipamentos danificados. A solidariedade era geral.

Ficou decidido um mutirão de limpeza quando o ICC for reaberto. O encontro se encerrou com uma estudante de Artes cantando ‘Não deixe o samba morrer’ de Edson e Aluísio.

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